Nos tempos idos do cangaço, quando a honra de um cangaceiro era desacatada ou posta em questão, o cabra que era sujeito 'homi', de palavra, deveria dar uma resposta à altura ao agressor sob pena de se viver o cangaceiro ou o nordestino como um morto-vivo caso a honra e o sangue não fossem cobrados.
O código dos cangaceiros - e poder-se-ia dizer do nordestino - era, nesse sentido, extremamente rígido. Secamente, fatal. Pra lavar a honra, a faca e a bala acompanhavam o destino do cabra.
Tanto era assim que mesmo aqueles que ainda não tinham entrado no cangaço, cangaceiros rapidinho se faziam após haverem lavado a honra. Não poderia haver meio termo. Ou o cabra lavava a honra mesmo que a custo da própria vida, ou não seria mais considerado homem.
Confira em nosso "BLOG" a estória de Chico Pereira no texto "Pra lavar a honra!"