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71 anos da morte de Lampião.

Lampião é fruto da desordem estrutural do Estado, que marca até hoje o sertão nordestino. O Cangaço que na verdade é sim “um movimento social”, antecede a figura enigmática de Lampião na historiografia brasileira. 200 anos antes de Lampião já havia cangaceiros. Eram mestiços (o que somos na verdade) que contratados, tomavam as terras dos índios. Esse no início era o objetivo do “cangaço”. Estive em Salamanca em 2006 e conversando com um professor doutor da universidade de Salamanca, formado em ciências sociais, presenciei o interesse dele na nossa cultura, mais precisamente na questão do cangaço. Dizia ele, que (na visão (dele) o Cangaço é um movimento social onde retrata fielmente a dicotomia econômica, social e política entre sul e nordeste do Brasil, jamais (palavras dele) estaria o cangaço inserido no banditismo. Mas infelizmente não é o que presencio aqui na minha terra. Hobsbawm tem um livro bastante interessante sobre a temática, onde apesar do titulo “ bandidos” ele trata entre outras coisas da representação de Lampião nos movimentos sociais miseráveis que vivemos no nosso continente desde a colonização.
Entender o cangaço e voltar ao tempo, é se aprofundar no projeto colonial português de escravidão e desigualdade, é entender o latifúndio e as grandes navegações que viam no novo continente a exploração e o genocídio. Dizer que Lampião era cruel, parece piada no país que na guerra do Paraguai dizimou 99% da população masculina na base da bala e da degola. Temos aí o surgimento do “nordeste” como traço cultural a valentia do sertanejo, a coragem, a boa hospitalidade, etc. Gilberto Freire orienta dessa forma na historiografia. Presenciamos em todos os cangaceiros, não somente Lampião, uma religiosidade ainda envolta no projeto colonial português, a Católica, plena de santos e milagres. Entender o cangaço e todos os movimentos daquele recorte temporal é estudar a política na esfera nacional dos primeiros momentos da Republica Velha e inicio da Nova Republica a patente de coronel dada a Lampião foi um regalo de Vargas. Coronel significava a um comando municipal ou regional, uma condecoração na verdade, herança cruel da guarda nacional ainda no Império.
Antes da era Vargas, o coronel era o senhor da vida e da morte, após a era Vargas temos o coronel de prestigio e assistencialista conduzindo seu reduto, através do respeito e poder. Esses mesmos coronéis com o apoio sempre da esfera federal, era que movidos por interesse protegiam o cangaço através de troca. O Cangaço “vingança” nada mais é que um grito, um socorro de uma população relegada ao sofrimento de uma pobreza que até hoje serve de curral eleitoral para muitos políticos. Olho para a História nunca com os olhos da justiça (que desde o período colonial é equivocadamente cega), olho como historiadora, como nordestina, tendo muito orgulho dos ciclos e lutas que acompanharam o povo sertanejo, a historia invisível é o que decididamente me interessa. Não conto uma história branca e elitizada (aquela ainda dos cronistas portugueses a época do “achamento” do Brasil), conto a historia do povo, aquele povo sofrido, que por medo e falta absoluta de educação vive a margem da historia oficial. São 71 anos e a realidade do sertão nordestino NADA MUDOU. O cangaço se foi e no lugar surgem os jagunços (pistoleiros de aluguel), os coronéis hoje são os “neo coronel” e espalhados estão infiltrados nos três poderes, gozando de todos os privilégios.
A seca? Ainda serve de curral eleitoral para a maioria dos políticos, matando milhares de sertanejos e os colocando numa situação de subserviência perante o poder publico. A corrupção? A mesma. Mudaram partidos que estão no poder, os personagens e a moeda... O bolsa esmola é o maior projeto de compra de voto legalizado do mundo (seria então uma forma de coronelismo, talvez uma mutação?). Eu? Estou do lado da história, não da história acadêmica que por vezes lega a cultura popular um segundo plano. Estou do lado dos perdedores, dos excluídos socialmente, da cultura popular e do sofrimento do meu povo. Ideologias a parte: O cangaço é sim um movimento de cunho social, que antecede mesmo o período republicano, há registros de situações que perdura ainda. E por fim, a meu ver o maior de todos os adventos do cangaço: a presença da mulher no bando, não como mulher, mas como guerreira, atiradora e pronta a tomar decisões, numa época em que a mulher sertaneja nada mais era que objeto.
Aliás, tem um livro que aborda esse tema que se chama “mulheres no cangaço”. Esse livro dialoga com os registros e documentos cujas inúmeras interpretações sobre o tema do cangaço é a entrada da mulher no bando. Tema extremamente impactante por vários motivos, mas o mais importante é que trata da invisibilidade e minoria. O tema envolve não somente movimento social, mas a presença do papel da mulher no Brasil, mas especificamente no sertão em um universo (feminino) pautado de conflitos reais. Histórias como a de Maria Bonita, Dadá, Lídia, Sila e tantas outras mulheres brasileiras que fizeram e fazem do Brasil uma terra de amantes (pelo amor) e guerreiras.Não acho que houve mulheres no cangaço, houve sim cangaço nas mulheres, e a entrada de Maria Bonita no bando de Lampião (até esse momento não havia a presença feminina em combates de cangaceiros) é uma afronta à sociedade sertaneja patriarcal da época. Isso eu chamo de Revolução. O termo cangaço é bastante antigo e aparece em citações de 1834 (mas o fato é que 200 anos antes de Lampião existia a pratica do cangaço que nada mais é do que a resistência do caboclo à dominação colonial) no livro de Franklin Távora : “O cabeleira”. Lampião ao introduzir a mulher no cangaço quebra uma regra imposta e legitimada no senso comum: de que a mulher é apenas mero objeto e sequer tem o direito de socialmente exercer qualquer papel que não seja a de esposa e dona do lar.
Enfim, Lampião jamais foi bandido, nem mocinho, Lampião é a realidade das desigualdades impostas à nossa formação social. “Olé mulher rendeira. Olé mulher rendar. Tu me ensinas a fazer renda. Que te ensino a GUERREAR”. Na musica oficial o final é QUE EU TE ENSINO A NAMORAR, daí percebemos a imposição do sistema dominante em manter submissa a mulher, totalmente entrelaçado com a questão sexual, como se a mulher somente desejasse na vida o “namoro”.

Autora: Carla Alberta González, Historiadora.   


Comunicado

Comunicamos o desligamento dos integrantes Horst Lambert (desde o dia 07 de abril) e Marcelo Conegunes (desde o dia 27 de abril) do quadro de integrantes do motoclube.
Os Últimos Cangaceiros lhes desejam sorte, saúde e paz.


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Clube de Motocicletas

A partir do momento em que você decidir ou for convidado a entrar num clube de motocicletas, um clube que leve realmente a sério tanto o prazer de pilotar uma motocicleta, a honra de fazer parte de uma família atuante e que se preocupa com o bem estar de cada integrante, quanto a satisfação de pilotar identificado pelo brasão do clube, é fundamental que você tenha em mente o quão importante é e será usar o colete no dia-a-dia.

Quando você pilota identificado, você não leva apenas o brasão de seu clube sobre a sua pele e a facção da qual você faz parte identificada nalguma parte do colete - você leva a lembrança de cada integrante que pertenceu ou pertence a essa facção, e isso se chama respeito e história; você leva consigo um pouco da paisagem e da poeira de cada estrada por que você passou solitário ou acompanhado; você leva consigo, meu amigo, o trabalho daqueles que lutaram para que o clube do qual hoje você faz parte se tornasse respeitado e grande no meio motociclístico; quando você pilota identificado, você leva consigo uma tradição que dobra nas curvas do tempo.

Você pode até achar que fazer parte de um clube de motocicletas é apenas mais um hobby dentre tantos outros, algo como um lazer esporádico e descompromissado de final de semana. Mas é um engano seu e, no fundo, você sabe disso. Pois com o tempo, criar-se-ão laços entre você e o universo motociclístico que irão para além de um simples bate-e-volta numa pequena cidade ou pernoite num motofest consagrado.  

Por isso, o colete do seu clube, por exemplo, não é um adereço que se troque a cada carnaval, bem como o seu brasão uma paixonite de férias. Um colete não se empresta, nem se dá; se conquista. É uma condecoração. E uma grande honra, usá-lo. Representa uma miríade de rostos e personalidades.

Daí que quando há paixão de verdade, fique certo de uma coisa: motocicleta, colete e pessoa se coadunam perfeitamente. Não importa o ambiente em que você esteja. Nenhum desses 3 elementos reclamam da falta que sentem um do outro. Porque você se sente bem tanto na companhia respeitosa da sua máquina de variadas cilindradas, quanto de haver emprestado seu nome e envolvido parte de sua vida num clube de motocicletas.    

  Portanto, ser um integrante de um clube de motocicleta é bem mais do que sinônimo de farra semanal e cerveja diária. Ser um integrante de um clube de motocicletas é saber correr no espírito o que se entende por família. E isso resume, senão tudo, boa parte do que é um clube de motocicletas de verdade.

  

Alexandrino, vice-presidente d’Os Últimos Cangaceiros MC

 


 

Abaixo, transcrevo algumas mensagens de parabenizações pela assunção da Nova Diretoria d'Os Últimos Cangaceiros - RECIFE:


De: Francisco Vilar
Data: Fri, 20 Nov 2009 08:52:24 -0300
CC: Nelson Saboia, Marcio Borba Cometas, Padilha Cometas, wilson_27_60, waldirburgo, pedroasa, luizsouz, Luis Augusto, Financeiro Rozemberg Bandeira, gerson cometas, jmarcant, mscontato, vapp1, Fernando Cometas, henrique, arjunior, Henrique Beltrão, claudio_bfc, Igor Arregui, carlosrjunior, Marcio Borba Cometas, pedroasa, vivianedepaula6, josiviana2004, adytico, Lucia Marinovic, Neto Leite, chico.pelinca, claudio_bfc, audreymcaraujo, lourielson, vitor, Ju Medeiros
RES: NOVA DIRETORIA D'OS ÚLTIMOS CANGACEIROS


Em nome do Cometas do Asfalto desejo sucesso a nova diretoria dos Últimos Cangaceiros!!!
Um grande abraço a todos,

Chiquinho,
Cometas do Asfalto

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De: Paulo Barros - Casa da Arte
Data: Fri, 20 Nov 2009 10:04:24
RES: NOVA DIRETORIA D'OS ÚLTIMOS CANGACEIROS


Parabéns e sucesso à nova diretoria.
Nos vemos pelas estradas...
Abraços,

Paulo Barros - Casa da Arte
Moto Grupo Aranhas do Asfalto
Camaçari - Bahia
Associado AMO-BA
Associado ABRAM

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De: grupodenises@oi.com.br "Geraldo"
Assunto: Fale com Os Ultimos Cangaceiros
Data: Sexta-feira, 20 de novembro de 2009 às 11:36:12


O motogrupo DENISE'S Moto Family, congratula e deseja
bastante êxito para a Nova Diretoria d'OS ÚLTIMOS CANGACEIROS!

Geraldo

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De:
sergio silva <sergiocoyoty@hotmail.com>
Data: Fri, 20 Nov 2009 13:38:21 +0000
RE: NOVA DIRETORIA D'OS ÚLTIMOS CANGACEIROS


QUERO AQUI PARABENIZAR TODOS DOS ULTIMOS CANGACEIROS,
A MEU AMIGO NAZA, E A NOVA DIRETORIA,
QUE NESSES DEZ ANOS SEMPRE ABRILHANTARAM O MOTOCICLISMO.

DA FAMILIA COYOTY`S DE OLINDA.

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De: Braulio Concordio de Menezes Junior
Data: Fri, 20 Nov 2009 11:46:37 -0200
Re: NOVA DIRETORIA D'OS ÚLTIMOS CANGACEIRO
S

Parabéns a todos os Cangaceiros, o mesmo mostra democracia e organização.

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De: "Ademir J. A. Alves"
RE: NOVA DIRETORIA D'OS ÚLTIMOS CANGACEIROS
Data: Fri, 20 Nov 2009 16:56:11 +030
0

Parabéns para a nova Diretoria da minha parte e do MC GABIRÚ.
Um grande abraço.
Ademir

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De: "JOSÉ RESENDE (ZÉ DE ABÍLIO)"
Assunto: Fale com Os Ultimos Cangaceiros
Data: Sábado, 21 de novembro de 2009 às 06:43:35


Bom dia a todo o bando!
Gostaria de parabenizá-los pela nova Diretoria e desejar boa sorte, principalmente a meu amigo Marcelo.

Abraços,
José Resende.

 

 


 

Motociclista & Motocicleta:

É impossível para as pessoas comuns compreenderem a relação do motociclista com sua moto.

As esposas, noivas ou namoradas até se esforçam.

Loucura daquelas que tentam interferir nesse relacionamento onde o próprio indivíduo não dimensiona e nem explica.

Falando por mim, quando olho para minha moto parada, reluzente, agressiva, penso: você é minha. Ligo o motor, todo aquele sistema funcionando, toda aquela cavalaria; fico excitado e penso, eu domino aquela fera nas minhas mãos, sou o maestro, sou o todo poderoso, porém o tempo todo ela me avisa: sou sua, me use, mas não abuse, pois quem manda sou eu, apenas permito que você me use como quiser.

Sou apaixonado, tenho ciúmes, orgulho dela ser tão linda e minha, às vezes me machuca e ficamos separados, enlouqueço de saudade; mas tudo fica bem quando estamos juntos. E assim, sem entender muito, vou vivendo melhor que muita gente...Sou Motociclista.

SOU FELIZ!

 

Marcelo Márcio MOURA
Caciques Moto Clube
Recife, PE

 


 

NOVA DIRETORIA D'OS ÚLTIMOS CANGACEIROS 

   Nesta quinta feira, 19.11.2009, o bando hasteou bandeira na Rua da Moeda, no bairro do Recife Antigo e deliberou a eleição da nova diretoria da facção Recife. Definiu-se a nova estrutura da diretoria  sendo eleitos e tomando posse os novos diretores:

   Vice-Presidente Recife:         FLÁVIO 'SPOCK' ALEXANDRINO

   Diretor Administrativo Recife:  HORST LAMBERT

   Conselheiros:                   MARCELO CONEGUNDES
                                   MÁRIO CARLINI

   Os Cangaceiros levantaram o brinde de parabenização à nova diretoria, que, temos certeza, será realizadora de profícuo e incansável trabalho em prol d'Os Últimos Cangaceiros e de toda a comunidade motociclística.

   A Presidência de Honra continua a ser exercida pelo grande NAZA, cangaceiro que fundou o Bando em Caruaru, há idos 10 anos.

Horst Spock Marcelo Mário

 


UM BANDO DE GRANDES E ESTRANHOS CARAS

Há algum tempo atrás, o pai de um anjo, que não está mais entre nós, disse que gastou muito tempo falando de história sobre eles, mas, para ser honesto, nunca prestei muita atenção...

Então, como ele era muito cabeça dura, me fez conhecer todos eles, um por um. Ser abraçado e beijado por eles, como se fosse o próprio filho; vestindo aquelas roupas de couro apertadas, aqueles capacetes coloridos, pareciam realmente durões...

Mas uma vez que as viseiras fumês eram levantadas, eles tinham olhos bonitos, limpos e cheios de lágrimas; olhos onde você poderia se perder neles, chegar em suas almas e ver o quanto puras elas são.

Tirando suas roupas de couro, e, no final do dia, você veria que eles cresceram como crianças, nada mais que isso.

Eles gostam da vida, carnes, cerveja e “tira gosto”, e ainda procuram pela mãe, esposas e amigos, quando as coisas dão errado.

Tem gente que diz que quando montam em suas motos, anjos e demônios vão consigo! Pode ser até verdade, é um tipo de dualismo que faz esse estilo de vida ser tão rico em emoções, que fazem seu coração bater mais rápido, parecendo que vai sair do peito a qualquer momento.

Demônios fazem acelerar: irracionais e violentas aceleradas, que fazem a adrenalina correr direto para seu cérebro e deixando-o tremendo por vários minutos.

Anjos carregam com eles a face e a voz de quem, muitas vezes, já não está mais conosco; vozes da experiência, por vezes, forjada em ossos quebrados.

Sim é verdade que alguém pode morrer pilotando uma moto; isso pode acontecer com qualquer um e machuca, realmente machuca.

Mas nada se compara à quantidade de vida que transforma isso em lembranças fantásticas, em “flashes” que duram uma eternidade de risadas, daquelas risadas altas e profundas que vêm do coração, tão altas que fazem o sol brilhar num dia nublado.

Converse com qualquer um deles, peça-os para dizer sobre uma história de seus últimos passeios; alguma curva da estrada da montanha preferida, e você se perderá naqueles olhos sorridentes, naquele sorriso natural e que gradualmente se espalha pelo rosto inteiro.

Converse com qualquer um deles, pergunte como a vida seria se algum dia tivessem que desistir de sua paixão e, tudo que você irá escutar é o som do silêncio, você verá que aquele rosto sorridente do “garoto” ficará vazio… como um marinheiro partindo para o mar ou como um pássaro com a asa quebrada…

Sim, você pode morrer em uma moto, mas acredite, não há melhor jeito de se viver o tempo que nos é dado!

E se você não entendeu nada até agora, não se preocupe, você nunca entenderá!

Mas se um dia você estiver na estrada com sua família indo para a praia, na segurança de seu carro, e um deles passar vagarosamente pelo seu carro, você verá que seu filho, sentado no banco de trás, vai virar a cabeça, acenando e cumprimentando empolgado;  não tente entender seu filho também, pois ele, com toda sua inocência, vê neles uma centelha de algo que você nunca reparou!

E o motociclista acenará também, não há nada de errado e você sabe que os anjos, na terra, se cumprimentam!

 

Não conseguimos identificar o autor desse texto.
Se alguem souber quem seja, por favor nos informe
para que possamos lançar os créditos.

 

Dário Leite
um d'Os Últimos Cangaceiros


Cangaceiros comemoram 10 anos na estrada


  Numa demonstração de vigor, vontade de realizar, união, espírito de corpo, disciplina, muito trabalho e amor ao clube, Os Últimos Cangaceiros festejaram a passagem do seu primeiro decênio nas estradas, em festa realizada no ARCO Cabanga, o clube da Compesa, na tarde/noite de 08 de Nov passado. Mais de 80 moto clubes dos mais participativos e representativos do motociclismo pernambucano e outros vindos de outras bandas, além de vários convidados e amigos que prestigiaram o evento.

  Se nos perguntassem se foi fácil atingir essa marca e disséssemos que sim, estaríamos faltando com a verdade. Muita água correu embaixo dessa ponte. Tivemos muitos problemas e dificuldades de toda ordem. Porém, a cada obstáculo transposto o clube saia mais fortalecido e é exatamente esse o segredo de estarmos felizes com a marca alcançada e embalados para muito mais tempo nas estradas.

  É claro que algumas pequenas falhas houveram, mas que não chegaram a tirar o brilho da festa, que teve fogos de artifício, disparo de bacamarte e o tradicional bolo de aniversário. Cachorro quente, frutas, caldinho rabo de galo e, até, uma cachacinha com tira-gosto de caju, tudo 0800, que determinou a alegria dos motociclistas e outros convidados, sob o som da banda do Garcia que executou um belo forró pé de serra.

  Nasa, fundador e presidente d'Os Últimos Cangaceiros gerou, como sempre, expectativa quando à sua chegada: Pouco antes dos parabéns e do corte do bolo ele fez sua entrada triunfal disparando tiros de bacamarte.

  Agradecemos a presença de todos nossos amigos: Vocês trouxeram o brilho à nossa festa. Ano quem vem (e pelos próximos 10) contamos novamente com vocês.

  Marcelo Conegundes
  Um d'Os Últimos Cangaceiros

 


  Comunicamos que Muk, Ivan e Garcia pediram afastamento do quadro social d'Os Últimos Cangaceiros, em 12.11.2009, por razões de foro íntimo.

  Desejamos felicidades aos companheiros que nos deixam.


 

... e as bruxas andam à solta este ano!

Irmãos,

Não acredito em bruxas e muito menos em ano dedicado a elas, mas elas existem e alguns comportamentos podem representar vantagem para elas. Em menos de um ano perdemos mais colegas que nos anos anteriores.

Alguns fatores merecem destaque e reflexão.

A melhoria da economia, apesar de muito dizerem que não, permitiu que as motos maiores ficassem mais acessíveis quanto ao preço e facilidade de pagamento. Isso permitiu que muitos motoristas clássicos e antigos adquirissem uma moto com cilindrada maior que 500cc. Tal fato ajudou a crescer o número de pessoas viajando, pois também descobriram a maravilha que é o mototurismo. Porém esquecem que o motociclismo de estrada pede respeito e observação a uma filosofia que prega além da liberdade a segurança em duas rodas.

Uma parte dos novatos e outra parte dos veteranos que mudaram de cilindrada andam exagerando e abusando da sorte aliando-se à imprudência. Alguns novatos transferem hábitos de motorista para a motocicleta e assim compram chão. Se é para fazer isso, meu conselho é : não ande de moto. Continue de carro, pois a chance de escapar de um acidente em um carro, por imprudência, é muito maior que numa moto. Pilotar com liberdade nada tem a ver com a libertinagem da pilotagem.

Os acidentes de moto são semelhantes aos de avião pelo estrago que causam e pelas razões pelas quais acontecem. Se um urubu pode derrubar um avião imagine o que um sibite não pode fazer a uma moto, ehehe. São vários fatores combinados que provocam acidentes fatais em motos de grande cilindrada. Vamos citar alguns dos mais comuns:

Falta de equipamento adequado.

Falta de experiência e de costume de pilotar aquele tipo de moto. Muitos saem do carro direto para uma moto de 1000cc e tiraram

habilitação em uma moto de 125cc, em primeira marcha.Um novo motociclista numa condição dessas corre grande risco.

Bebida alcoólica durante viagens, passeios e encontros. Deixe para tomar todas quando chegar ao destino. Esta cerveja tem um sabor inigualável.

Excesso de velocidade. Não corra, desfile!

Pilotagem agressiva em vez de pilotagem defensiva. Você já ouviu dizer que pilotamos para nós e pelos outros. Continue pensando assim.

Viajar só. Muitos saem apenas com o garupa em viagens longas e em motos que não podem ser consertadas numa estrada. Algumas motos modernas te deixam na estrada por conta de um sensor. Isso também precisa ser avaliado antes de pegar uma estrada. Não existem motos 100% confiáveis. Existem motos que demoram a quebrar ou que podem ser facilmente consertadas.

Rodar à noite. Veja e seja visto! Se as condições da estrada não te permite isso, então mude o horário e pratique a paciência. A diferença entre um piloto de avião em guerra e um piloto de avião em tempo de paz é que na primeira ele tem que voar de qualquer jeito. Já no segundo caso, só decola se der.

Enrolar o cabo até ir á final da moto e o pior: estão fazendo isso à noite e com garupas. Pegas ou arrancadas em ruas ou rodovias nunca foram boas idéias. Quer arrancar? Temos um autódromo bacana pra isso.

Desrespeito as faixas duplas e ultrapassagem em lombadas. Abriu, passou. Será?

Excesso de confiança. Os índices de acidentes são maiores com 4 meses de habilitação e depois após dois anos. Motivo: excesso de confiança. O mesmo problema que causa a queda de aviões por falha humana.

Infelizmente sempre tem que existir um chato (eu) que preocupado em não mais escutar notícias ruins resolve pedir aos colegas que aliviem um pouco e se precavenham mais. A namorada do Alexandre ‘Doido’( Guerreiros do Rock), Isabelle, certa vez disse a ele uma frase interessante: “ Amor, não precisa correr. Numa moto dessas você tem que andar desfilando. Senão as pessoas não veem.” O Doido desenrolou o cabo. É um bom começo.

É possível beber e andar de moto? NUNCA! Uma hora dá errado, mesmo ao mais experiente motociclista. “Beber, cair e levantar”, como diz a letra de uma música de forró, só para quem está a pé. Andar de tênis, sem proteção de pernas e cotovelos, sem colete e luvas, sem jaqueta é ser um sério candidato ao IJF. Claro que andar de moto na cidade com tudo isso pode ser um exagero, então, exatamente por isso, use pelo menos o mínimo necessário.

Não viaje à noite. MOTO NÃO TEM FAROL e os bichos usam a estrada à noite como dormitório! Quem voa de noite é morcego e coruja. Os belos pássaros voam de dia.

Cuidado com as ultrapassagens. Muitos possuem motos acima de 1200cc e acreditam que cabem em qualquer espaço. Outro erro grave. Às vezes conseguem ultrapassar, mas acabam batendo na traseira de outro carro quando não se acabam de frente com o que vem na faixa contrária. Ultrapassar em faixa dupla ou pelo acostamento é dar chance às bruxas. É pela direita que mais acontecem acidentes com moto.

Andar de moto deve ser sempre prazeroso e, ir e voltar em segurança com belas fotos (ao estilo do meu amigo e fotomotocilista, Luiz Almeida), contar boas histórias é um dos grandes objetivos do motociclismo, além de fazer amigos. Eu uso minha moto diariamente, como muitos outros colegas que escolhem este meio de transporte para ir e voltar do trabalho. Nas minhas idas e vindas já socorri alguns motoqueiros. Sempre que vejo o acidente percebo o quanto alguns pequenos detalhes fazem uma grande diferença. Qualquer um pode ‘andar’ de moto, mas poucos conseguem ser motociclistas e ser um motociclista não é viver o hoje a qualquer custo, mas rodar o máximo que puder em uma estrada que nunca acabe pra nós.

Não existe prazer sem prevenção e proteção. Continuo a não acreditar em bruxas, mas elas existem e pelo jeito, ainda por muito tempo.

Portanto, desfile, passeie e faça parte da paisagem. Seja feliz e sem medo, mas com total segurança.

A gente se vê na estrada!
 


Luis Sucupira
Vice-Presidente MC Guerreiros do Sol
Master Brazil Riders
sucupira@guerreirosdosol.com.br
www.guerreirosdosol.com.br
85 88140112

texto publicado originalmente em
www.motonline.com.br, em 19.10.2009,
na coluna Motoclubes & Motonliners,
aqui republicado com autorização do autor.

 

 


Pilotar uma moto faz bem para o cérebro

Pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, concluiram que pilotar uma motocicleta faz bem para o cérebro e, consequentemente, para a memória. Na visão dos estudiosos nipônicos, rodar de moto é uma boa ginástica  para a função cerebral.

O estudo, realizado pela Universidade de Tohoku, em colaboração com a Yamaha, acompanhou a atividade cerebral de 22 homens, observando todos os passos na ativação das áreas frontais do cérebro responsáveis pela memória, gestão da informação e concentração.

Em um teste em separado, a equipe de cientistas, coordenada pelo professor Ryuta Kawashima, avaliou o comportamento de 22 homens divididos em dois grupos. Onze pilotaram motocicletas por dois meses consecutivos, e o outros dirigiram automóveis. De acordo com os resultados da pesquisa, os motociclistas apresentaram melhorias significativas na memória, na capacidade de julgar espaço e outras características típicas das áreas frontais do cérebro.

“Pilotar uma moto requer equilíbrio e outras funções sensoriais de controle”, afirma o professor Kawashima. “O cérebro de um motociclista pode tornar-se mais ativo para processar todas estas informações durante a condução”. A notícia foi publicada pela agência de notícias italiana ANSA.

Conclusão: Para nós que pilotamos diariamente, o estudo dos japoneses só vem reforçar que pilotar uma motocicleta está diretamente ligada ao prazer, a senção de liberdade e serve também de válvula de escape para o estresse. Pergunta: você já viu um motociclista mal humorado? Sem falar que andar em outros veículos, ainda pode deixar você mais “burro”.

Fonte: Infomoto.

Nota:
Deve ser por isso, também, que alguns políticos brasileiros teimam em propor formas cada vez mais criativas de tolhir a liberdade dos motociclistas; seja pelo aumento cada vez mais abusivos de impostos, seguros, taxas e juros de financiamento diferenciados para a compra de motocicletas ou pela proposição de regras de condução que beiram o absurdo, como proibir garupas, placa no capacete, placa dianteira, e por aí vai...

Dário Leite
um d'Os Últimos Cangaceiros.

 
 


 

Garupeira não é carona

“Quem viaja acompanhado encurta mais o caminho”, diz os versos do poeta cearense Patativa do Assaré. Peço licença ao saudoso poeta para dele discordar e dizer que, o prazer de pilotar uma moto, seja nos pequenos passeios de fim de semana ou em longas jornadas, pode e deve ser prolongado, de preferência, pela alternativa de percurso mais distante, a depender de quem lhe acompanhe à garupa.

A garupa - não confundir com a carona ocasional e, por vezes, indesejada - é a pessoa geralmente do sexo oposto que tem algum grau de afinidade com o piloto e que não apenas lhe faz companhia, como ainda lhe dá as dicas necessárias a um bom cruzeiro, funcionando vez por outra como navegador(a). As mulheres são invariavelmente excelentes garupeiras.

A beleza física e o glamour, só, não bastam para qualificar uma garupeira. Há muito mais que se considerar nesse processo. Uma boa garupeira pode até não conduzir individualmente a motocicleta (algumas até são excelentes pilotos), mas, devem formar com o piloto um só corpo, dominando os procedimentos de entrada e saída das curvas e de frenagem, se comportando como se piloto fosse. Incorpora os valores maiores do motociclismo: curte o sibilar do vento na viseira, o cheiro do mato, o colorido da paisagem e a sinuosidade do tapete preto das estradas. Uma boa garupeira jamais provoca choques entre capacetes.

Algumas garupeiras por opção jamais pilotarão uma moto, o que não lhes desclassificam como motociclistas. Existem mulheres que preferem ser garupeiras sempre, até porque, segundo algumas, sem a responsabilidade da condução podem curtir mais e melhor os atrativos da viagem e o romantismo de estarem tão próximo quanto possível dos seus pares.

Algumas dessas garupeiras são Andréia, dos Anjos da Estrada M.C., de Recife, que é formado por 14 casais, portanto, 14 garupeiras, Dulci (que também pilota), do Caciques M.C., Dalviene Arruda, do Rota 230 M.C., de Campina Grande. Porém, É Maria Lúcia Bione da Silva, do “Águia livre moto família”, garupeira de Tadeu Cataxá, que juntos rodaram o Brasil de Norte a Sul, quem garante: “jamais pilotarei uma moto. Serei uma eterna garupeira” diz ela com orgulho.

Marcelo Conegundes
Um d’Os Últimos Cangaceiros


 

Orgulho de ser cangaceiro


Ao contrário de Che Guevara, homem de vasta cultura, médico e de boa estratificação social, porém, assassino frio, cruel e violento que serviu à revolução cubana onde era conhecido como “o porco”, por não tomar banho e burro por nunca ter vencido uma batalha, transformado pela propaganda comunista em herói romântico cujo único mérito foi ajudar Fidel Castro a levar Cuba ao comunismo, ao isolamento, ao caos econômico e social e á mais antiga ditadura do mundo, Virgulino Ferreira, o Lampião, Rei do Cangaço, inculto, pobre e igualmente criminoso foi bandido e não guerrilheiro “político” como Guevara, porém, inteligente, guerreiro, líder incontestável de seus homens, odiado e amado pela população nordestina, excelente estrategista militar (perdeu uma única batalha), foi vítima do caos econômico e social que se estabeleceu no nordeste brasileiro na passagem do Império para a República.

As causas do cangaço

Alguns episódios a partir do século XVII determinaram a aparição do cangaço no Nordeste. O coronelismo, políticos donos de terras em permanente conflito pela delimitação geográfica de seus latifúndios, armaram verdadeiros exércitos de Jagunços levando a região a permanentes guerras entre famílias; e a instabilidade social; o flagelo da seca; a quebra sucessiva das safras ocasionando a miséria da população; a transferência do centro econômico para a região sul em detrimento da economia local; a impotência crônica dos governos de impor a lei e a ordem; a corrupção: e, a impunidade, marcaram o aparecimento do cangaço. Jagunços dispensados das grandes propriedades, agora em bandos agindo por conta próprias aterrorizavam o sertão nordestino. Os bandos de Inocêncio Vermelho e de João Calangro protagonizaram o início da instabilidade em todo o Nordeste.

O cangaceiro

Foi nesse contexto que surgiu o Lampião, Rei do cangaço. Nascido em 4 de julho de 1898, em Serra Talhada, Pernambuco, teve as terras de sua família envolvidas em conflitos onde morreram seus pais. Formou um bando com seus irmãos, que também foram mortos e transformou-se na figura mais temida do cangaço. Lampião reinou absoluto nas primeiras décadas do século XX.

Profundo conhecedor da caatinga, terreno em que se homiziava e combatia, exímio estrategista das ações que promovia contra fazendas e cidades sertanejas, andou a pé, a cavalo ou em asno por todas as trilhas e veredas sertanejas, Apoios e saques garantiam-lhe a logística, conhecia todas as fontes onde podia se abastecer de água e todos os pontos vulneráveis de suas vítimas e das tropas do governo que o perseguiu até matá-lo em uma emboscada em julho de 1938.

A legalidade

Lampião experimentou um breve momento de legalidade quando foi convocado pelo governo para liderar seus homens cujo efetivo variava entre 20 e l00 homens para combater Coluna Prestes, ele recebeu fardamento, armamentos modernos e a patente de capitão, atuando como se fora tropa regular.

Ainda na ilegalidade Lampião sofreu a sua primeira e única derrota, ao tentar invadir Mossoró no Rio grande do Norte. Avisado com antecedência o prefeito evacuou a cidade e estabeleceu as linhas de defesa, desafiando-o ao combate e negando-lhe o resgate pretendido de 400 contos de reis. Lampião aceitou o desafio e se deu mal. Rechaçado ele e seu bando desapareceram , ressurgindo um ano depois, na Bahia, em l928.

Maria Bonita

Virgulino era um misto de herói e bandido, uma espécie de Robin Hood tupiniquim. Dizem que ele costumava dividir com os pobres e necessitados o que roubava dos ricos, por isso, era apoiado por esses e por fazendeiros que por amor ou temor o apoiavam. Um desses era o pai de Maria Bonita que, mesmo casada e muito jovem se apaixonou pelo cangaceiro com o apoio dos pais cuja fazenda servia de apoio para o bando. Maria Bonita deixou pra trás Zé Neném, o sapateiro, que era estéril, para seguiu Lampião e se constituir a primeira mulher a integrar um bando de cangaceiros. Maria Bonita foi ferida em combate perdendo um olho. Teve uma filha com Virgulino e três abortos.

A extermínio do bando

Ao ensejo da morte de Lampião, Maria Bonita e seu bando numa emboscada ao raiar de 28 de julho de l938 deu-se o declínio do cangaço. A ordem não era capturar o bando ou o seu líder, mas, executá-los. Igualmente criminosos os integrantes da volante (tropa do governo) não só matou como decapitou os principais cangaceiros, sendo que Maria Bonita foi degolada ainda viva. As cabeças do Rei do Cangaço e seu bando foram expostas em praça pública e depois mantidas por mais de vinte anos num museu, para desencorajar os bandos remanescentes.

Ainda o caos século XXI

Levando-se em consideração as circunstâncias em que Lampião ingressou no cangaço, a situação econômica decadente e deplorável da época, a guerra declarada e impune dos políticos, ricos e dominantes latifundiários mantenedores de grandes efetivos bem armados, a inépcia do governo de dar respostas aos cruciais problemas fundiários e da seca cíclica que devasta a região que motivou o cangaço e depois ao êxodo rural, para nós D’os Últimos Cangaceiros Moto Clube Lampião não foi bandido nem herói. Foi vítima de políticas erradas e nefastas e da corrupção política crônica que persiste no Brasil do século XXI.

A reverência

Nós, os últimos cangaceiros, temos orgulho de reverenciar a figura de Lampião, não pelas atrocidades por ele cometidas ou sofridas, mas, pela heróica e brava resistente característica do homem nordestino que jamais se dobra diante de dificuldades, injustiças, intempéries e nunca perde a fé e a devoção, pedindo a Deus e aos homens apenas trabalho, paz e condições de vida dignas que lhe são devidas e políticos honestos e responsáveis de que tanto carece principalmente o Nordeste dentre tantos bolsões de miséria deste país.


Marcelo Conegundes – um d'Os Últimos Cangaceiros
    Fonte: Pesquisa na internet e Revista Veja, de 12/2007

 


O Triunfo de Robbie Maddison

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Brincando de derrubar dominó

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Cangaceiros prestigiaram o 8º Encontro de Motociclistas de Afogados da Ingazeira



  Qualquer adjetivo que se possa empregar com certeza não exprimirá o que foi o 8º Encontro de Motociclistas de Afogados da Ingazeira, realizado no ultimo fim-de-semana. Os Dragões de Aço, promotores da festa, se superaram como, aliás, o fazem, a cada ano e realizaram uma magnífica festa não só para motociclista, mas, também, para todo o público de todas as idades que compareceu ao sertão do Pajeú. Os últimos Cangaceiros foram lá e conferiram o sucesso da festa.

  A simpática cidade recebeu um extraordinário público de motociclistas que lotou todos os hotéis, pousadas e hospedarias disponíveis. Quem não conseguiu acomodações nesses estabelecimentos e antecipadamente não alugou casa, ficou alojado numa escola municipal disponibilizada pelos promotores. Nota l0 para a organização da festa que primou pela receptividade calorosa e para o empenho de todos os integrantes dos Cavaleiros de Aço no decorrer do evento que já desponta como promissor ganhador de mais um troféu de destaque em 2009.

  Bandas de rock e axé music e outros gêneros musicais desfilaram seus repertórios agradando em cheio ao publico que dançou e se divertiu como bem pedia aquele ambiente. Uma linda, animada e cativante garotinha, com seu bastão luminoso imitando uma guitarra, exibia sua performance ao som do rock se destacando entre os foliões. Destaque também forram as moças da cidade. Belas, elegantes e amigas e cordiais, foram um cartão de visitas e um convite para outra eventual visita.

  Os motociclista uniformizados e com suas máquinas imponentes emprestaram um colorido diferente á cidade. As máquinas, algumas grandes, potentes. modernas e velozes, outras pequenas, modestas e até lentas, dividiram o espaço democrático que deve prevalecer no motociclismo. Elas vieram de todos os quadrantes. Apesar de tudo, um grupo diminuto mas barulhento, teimou em destoar negativamente acelerando ao máximo suas motos esportivas, provocando a conhecida e deplorável prática da zoeira. Foram contidos pelos “aplausos” do público.

  Os verdadeiros motociclistas estiveram representados pelos Tropeiros da Estrada, moto clube de Campina Grande, cujo espírito de força, juventude, coragem está traduzido na performance de Alberto Gomes, o super-conhecido Tio Bel, que do alto de seus 92 anos de vida, pilotando uma invejável esportiva Suzuki GSF l.300cc, provou que o motociclismo independe de fatores subjetivos como a idade a marca e o tamanho da moto.

  Marceloconegundes – um d'Os Últimos Cangaceiros.

 


 

Cangaceiros brilharam no Motofolia 2009


  A chuva que desabou sobre o Recife na quinta-feira e parecia conspirar contra a realização do Motofolia 2009 foi apenas um susto, uma expectativa a mais a ser vencida, dentre tantas que cercaram a preparação e realização do evento, no Matrco Zero, no Recife Antigo. Os Últimos Cangaceiros marcaram presença somando esforços e tomando para si algumas responsabilidades das quais se desincumbiu com esmero, arrebatando dois troféus de Destaque 2008: Os Últimos Cangaceiros, na categoria 'motoclube' e Muk, na categoria 'motociclista'; neste que foi o primeiro encontro do ano, no nosso calendário motociclístico.

  A despeito de alguns pensamentos e atitudes pessimistas o Motofolia 2009 foi coroado de pleno êxito estando de parabéns aqueles que fazem a Revista Motoclubes e os moto clubes do Recife que, solidários, uniram esforços e em pouco mais de um mês pensaram, planejaram, buscaram patrocínios e apoios oficiais e viabilizaram a festa reincluindo-a no calendário motociclístico regional.

  O evento que começou tímido aos poucos foi tomando vulto crescendo e superando as melhores expectativas. À medida que a programação ia se desenvolvendo o público em geral dava a resposta e interagia. Várias bandas de rock se apresentaram assim como outras manifestações da cultura regional, tendo sido marcante a execução do frevo genuinamente pernambucano. O comércio de artigos exclusivos para motos e pilotos também teve bom desempenho.

  É claro que existiram falhas. O som, por exemplo, de pouca capacidade para atender às necessidades do evento e mal posicionado por limitações e exigências da administração da área do marco zero, prejudicou o desempenho das bandas, sem, no entanto tirar o brilho da festa que rolava nas tendas dos motoclubes, com destaque para Os Últimos Cangaceiros, Coiotes, Nômades e Cometas. Se considerarmos o pouco tempo e as inúmeras dificuldades vencidas na preparação do evento, as falhas não pesaram e o saldo do encontro foi altamente positivo.

  A edição 2009 do motofolia transcendeu os limites de Pernambuco para se tornar um evento regional, premiando todos os que se destacaram na Região Nordeste, tendo sido agraciados motoclubes e motociclistas de vários estados. O critério para a premiação foi a indicação dos próprios moto clubes e a votação no site da Revista Motoclubes pelos internautas motociclistas.

  Além dos motociclistas regionais prestigiaram o Motofolia 2009 motociclistas e turistas de outras regiões, com destaque para a mulher gato que em sua fantasia desfilou e contagiou a todos com sua alegria, posando ao lado de Marcelo e Naza para o site dos Útimos Cangaceiros.

 

Marcelo Conengundes

 


Rima Rimou...

Eu queria ser poeta das estradas, um menestrel,
só pra fazer um cordel pra descrever a folia
em cima de duas rodas que aconteceu esses dias.
Ô festa boa danada com toda a rapaziada
vibrando com intensidade pra realizar a festa
que e encantou a cidade, essa tal Motofolia.

Eu nunca havia visto a união de pensamento
Em torno de um mesmo evento
O tempo curto e ligeiro conspirou e não deu trégua
Mas um cara muito esperto o Maia que também é Roberto
Dominou a situação comandando sua equipe e andou por todo o Recife
Movendo-se sem ninguém ver superando obstáculos pra fazer acontecer

A festa foi um sucesso, ordeira alegre e pacata como são os motociclistas
Ficando mais bela ainda com a adesão dos turistas. Veio gente de toda parte
Com suas motocicletas customizadas com arte, todos vestidos a caráter ressaltando
O que é belo e só pra não perder a rima, o cangaceiro Garcia comprou ali mesmo, no marco zero, o seu tricículo amarelo.

O ponto alto da festa e que causou sensação foi quando Roberto Maia anunciou sem rodeios a esperada premiação. Foram tantos os destaques vindos de toda parte do litoral ao sertão. Lânya muito animada foi quem fez a locução e falando emocionada do que chamou seu rebento, o site da Revista Motoclubes, a gênesis daquele evento.

A noite seguiu animada varando a madrugada com todo mundo dançando e confraternizando que era o objetivo da festa, de reunir todo mundo que ama seguir pela estrada andando e fazendo história, fotografando ou escrevendo como só um motociclista faz, como faço eu agora, preservando a memória no belo alforje da paz.

Marceloconegundes, um dos últimos cangaceiros.

 


FRONTEIRAS DO CANGAÇO

 Os Últimos Cangaceiros, inspirados nas andanças dos bandos cangaceiros de outrora pelos nossos sertões, planejam para entre os dias 17 a 21 de abril de 2009, um passeio motociclístico que percorrerá mais 2.250km, em 5 dias, visitando representativamente todas as fronteiras entre o Estado de Pernambuco e seus vizinhos: PE/PB, PE/CE, PE/PI, PE/BA, PE/AL.

Na verdade, a proposta é apresentar um passeio novo, visitando paisagens até mesmo desconhecidas para muitos que residem no estado.

  Fique ligado: Em breve, traremos maiores informações.


Fechando a zero 2008


 'Fechar a zero' é uma expressão que em topografia militar significa a leitura de todos os ângulos de um determinado levantamento feito por meio de um goniômetro bússola (GB), cuja soma não pode ser diferente de 6400 milésimos, com a tolerância de dois milésimos, para mais ou menos, que significam a paralaxe de folga do equipamento. Pois bem, tomo a expressão emprestada da velha e poderosa artilharia, para dizer que fechamos 2008 cumprindo todos os compromissos a que nos obrigamos e ainda demos um salto de quantidade sem prejuízo da qualidade do bando.

 Estivemos presentes na maioria dos eventos do nosso calendário motociclístico; participamos juntamente com os moto clubes co-irmãos de campanhas filantrópicas e, acima de tudo, levamos nossa bandeira e o nosso modo de ser e de pensar aos mais distantes locais da nossa região com todo o bando, com parte dele ou fracionando-o para estarmos em dois eventos ao mesmo tempo. Em muitos eventos o bando foi representado apenas pela figura já mitológica do cangaceiro Muk, que rodou mais de sete mil quilômetros em sua emblemática pop 100 só para participar de eventos.

 No plano interno, organizamos nossas finanças e elaboramos o nosso site, caixa de ressonância do nosso trabalho e que tem nos rendido prestígio e respeito no meio motociclístico. Discutimos e interpretamos os nossos estatutos flexibilizando-o onde era possível para melhor aplicação.
Crescemos em 2008 mais que o dobro de toda a existência do bando: Em 1999 eram só Naza e Muk. Até 2006 muitos entraram e igual número saiu, permanecendo apenas os melhores, Mário e Daniboy. Em 2007 Duas novas e valiosas adesões, Carlos e Dário, porém, este ano graças qualidade da infra-estrutura organizacional o bando cresceu e deu o grande salto de quantidade com qualidade com a chegada dos novos cangaceiros Marcelo, Prego, Adriano, André Diniz, Antônio, Garcia, Ivan, Guilherme e Flávio.

 Vencemos muitos obstáculos de ordem interna e tivemos que superar algumas dificuldades. Figuras abnegadas que sacrificam horas de lazer em benefício do clube, como Dário, ecônomo do bando, idealizador e gerenciador do nosso site, além de editor do blog são, junto com Naza, Muk e Mário, os responsáveis pelo perfil do bando, perfil que agrada e atrai novos participantes.

 Falta muito ainda para chegarmos onde queremos. Não temos pressa. Um passo de cada vez nos levará ao nosso grande destino. Grandes desafios estão por vir em 2009, e com a responsabilidade de não deixarmos esse motor apagar, mercê do trabalho, disciplina e confiança nas nossas lideranças, redobraremos os esforços para celebrar de forma marcante a passagem dos dez anos de nossa fundação e, quem sabe, a partir daí começarmos a sonhar com estradas mais longas e jornadas mais distantes.


Marceloconegundes

 


Cangaceiros Encerram o Ano com Festa no Recife Antigo.


 Foi assim: primeiro uma convocação via email, de última hora, para o que seria a última reunião do ano d’Os Últimos Cangaceiros e, na pauta, a confraternização com troca de presentes do amigo oculto, tudo programado para se iniciar às 19h, na Estação Pina, no Recife Antigo. Depois um monte de boas surpresas.

 Um a um os cangaceiros foram estacionando suas motos e retirando dos alforjes seus pequenos presentes. Primeira surpresa: Nada menos que o pai dos Cangaceiros Dário, André e Daniboy, que aos 71 anos encara numa boa uma “esticada” de moto. Ele que é militar veterano da Aeronáutica, com nome de guerra Cerqueira, não perdeu o garbo e o elan próprios dos profissionais das armas, e que demonstra nos passos firmes ainda marciais e na postura ao se colocar na garupa da Shadow do Dário. Para os que o conhece na vida civil ele é simplesmente Seu Deoclécio, um produtor rural que faz da agricultura, da pecuária e da piscicultura o seu hobby.

 Outra surpresa igualmente agradável foi a presença feminina. Luciana, filha do Marcelo e Meiriane, esposa do Antônio, uma médica e a outra instrumentadora cirúrgica, conversaram animadamente misturando medicina com motociclismo. Nasa fez suspense e chegou quase no fim da festa. Quando já se havia feito a troca dos presentes. Lá passaram também Caciques, Dakares, Abutres, Coyotes e muitos outros motoclubes amigos. Nata especial vai pela ausência dó Flávio, que acidentado, infelizmente não pôde comparecer.

 A surpresa maior ficou por conta do João, filho do Dário e da Adriana, que resolveu nascer justo naquela noite, obrigando-o a sair às pressas da festa. Nós, d’Os Últimos Cangaceiros ficamos felizes com a chegada do rebento e formulamos os mais ardentes votos de felicidade ao casal e, ainda que o mais novo dos Últimos Cangaceiros cresça firme, forte e feliz.

Marceloconegundes

 


Os textos mais antigos, anteriormente publicados aqui, se encontram na seção 'Motociclismo'.


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Última Atualização em 07.12.2009

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